sexta-feira, 16 de julho de 2010

ERA UMA VEZ O CIRCO I

aqui, neste vermelho de chão tudo é mundo. memória de passos de pessoas de rosas migradoras. somos saltimbancos nestes bancos de dados? de braços dados pelos bancos me sento para estar conectado com uma pessoa da cidade. ao dará. afinal um lance de dados não abolirá o ocaso. um lance de teclas não abolirá o acaso e um lance qualquer não abolirá o azar. seja palavra, seja picadeiro, estamos conectados: era uma vez o circo no centro do palácio. eu o homem era o palhaço e pedi sorrindo um abraço. a menina não era uma rima e não ria. era a moça. a moça do paço. eu o homem solto no espaço soltando pipas no paço no vento de abril vento de junho vento e passo. eu era o circo em mim e brasília a minha lona-balão. mas eu sendo homem era mais chão e tudo era um vermelho maior: a fundação, a inscrição e pixação. fixação. o resto é assinatura. tudo foge no redemunho: as rosas, os roxos do ipê, os róseos manheceres tão épicos e tão visigóticos. eu onde? as ruas são assim: partes de um todo matematicamente calmo. o mundo é tão grande. lá vai o redemunho esplendido no chão. os varais pintam as palavras e minha poesia é crônica. crônica de um dia maior: maior é a minha poeira correndo pelas veias de meu coração. em brasília: opaca canção do vento. ítaca é tão silenciosa

Um comentário:

Ana Villas Boas disse...

O circo que é essa vida cindida pela saudade que fere e sangra. Parte se desfaz em matéria particulada pulverizada que desce a serra e chega ao mar.

obs: email seu encontrado em meio a uma faxina de rotina. saudade amor imensidão!